Aplicação Intravítrea de Anti-angiogênico (Anti-VEGF,
Avastin, Lucentis e Eylea)

A técnica da APLICAÇÃO INTRAVÍTREA DE ANTI-ANGIOGÊNICO revolucionou o tratamento oftalmológico e vem ajudando a salvar a visão de milhares de pacientes no mundo todo. Ela é utilizada para o tratamento de diferentes doenças que afetam a retina e apesar de parecer dolorosa e complicada, gera muito pouco desconforto e é bastante segura.


O que é a Aplicação Intravítrea de Anti-angiogênico?

  • Nas aplicações intravítreas, de modo geral, a medicação é aplicada diretamente no vítreo (região interna e posterior do olho).
  • Existem 2 tipos principais de medicamentos que podem ser aplicados:
  • 1 – os ANTI-ANGIOGÊNICOS (que impedem a formação de novos vasos ou neovasos);
  • 2 – os CORTICOIDES (anti-inflamatórios);
  • 3 – também podem ser aplicados ANTIBIÓTICOS, BACTERICIDAS e FUNGICIDAS, de acordo com o tipo de infecção.
  • Tanto os CORTICOIDES quanto os ANTI-ANGIOGÊNICOS são aplicados para o controle de doenças que levam ao edema ou hemorragia da mácula (região central da retina).
  • O procedimento dura poucos minutos.
  • O paciente deve chegar ao hospital ou clínica com 60 minutos de antecedência para fazer a dilatação da pupila e a aplicação do colírio anestésico.
  • Não é necessário usar anestesia geral, apenas local (gel ou colírio).
  • Em seguida, o médico realiza a aplicação, um procedimento rápido e indolor.
  • Dentro de poucos dias, a pessoa pode voltar às atividades cotidianas mais leves.
  • Os exercícios físicos mais intensos devem ser praticados somente após uma semana, contada a partir da data do procedimento.

Quais doenças são tratadas por essa técnica?

Diversas doenças podem se beneficiar com o tratamento por meio da aplicação intravítrea de anti-angiogênico. A seguir, listamos as mais comuns e com maior importância terapêutica:

DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE

É uma doença que causa lesão e desgaste de uma pequena área da retina, chamada mácula, responsável pela visão de detalhes. Nesta doença são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e a percepção de manchas escuras no centro da visão.
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) afeta cerca de 3 milhões de pessoas só no Brasil, sendo bastante comum em indivíduos com idade superior a 55 anos. Ela pode evoluir aos poucos, com o paciente convivendo com o problema por anos sem ter conhecimento e buscar tratamento.

RETINOPATIA DIABÉTICA

Trata-se de uma complicação do diabetes. Se a Retinopatia Diabética não for devidamente tratada, a concentração muito alta de glicose no sangue pode alterar a permeabilidade dos vasos sanguíneos da retina. Caso eles se rompam, o sangue e o fluído podem dificultar a visão, levando até a cegueira.
Os sintomas mais comuns de Retinopatia Diabética são: visão turva, distorcida, com manchas e a perda progressiva da acuidade visual ou mesmo o descolamento da retina. Eles só aparecem no estágio mais avançado da doença, podendo o paciente viver muito tempo sem saber da existência do problema.
Por isso, é fundamental que a pessoa com diabetes procure um oftalmologista regularmente. A doença não tem cura, mas pode ser retardada ou ter os sintomas reduzidos com o uso do laser, a vitrectomia e as aplicações intravítreas.

EDEMA MACULAR DIABÉTICO

O Edema Macular Diabético pode ser considerado uma complicação da Retinopatia Diabética. Se o diabetes não for tratado, há probabilidade de provocar a Retinopatia e evoluir para o edema. Além disso, é possível ser agravado por outras comorbidades, como o colesterol alto e a hipertensão arterial.
No início, também não apresenta sintomas. Posteriormente, a pessoa pode enxergar imagens distorcidas, borradas e ter mais dificuldade em distinguir cores, bem como perda da visão central. Seu diagnóstico é feito com o exame de mapeamento de retina e o OCT.

OCLUSÃO DE VEIA DA RETINA

Ao se formar um coágulo/trombo, uma veia da retina pode se romper, provocando hemorragia ou a formação de edema. Não se sabe exatamente por que isso acontece, mas alguns fatores, como idade, hipertensão, colesterol alto, diabetes e glaucoma representam riscos.
Antes da oclusão, a veia afetada não apresenta nenhum sintoma. Quando ela acontece, a visão tende a ficar embaçada, com a formação de uma mancha escurecida. Em geral, é um quadro dramático, com uma possível perda súbita de visão.
Se não for tratada, a oclusão de veia da retina tende a evoluir para uma isquemia, glaucoma (neovascular) e até descolamento da retina. Por isso que é tão importante fazer exames de rotina e tratar os fatores de risco.


Quais as vantagens do procedimento?

A APLICAÇÃO INTRAVÍTREA DE ANTI-ANGIOGÊNICO vem ganhando espaço entre os oftalmologistas retinólogos, por se apresentar como um tratamento eficaz, com diversas vantagens.

A retina é considerada uma parte do olho mais isolada e de difícil acesso pela sua posição dentro do globo ocular. Por isso, as medicações tópicas, como pomadas e colírios, ou sistêmicas (via oral) chegam em baixa concentração até a retina. A principal vantagem dessa aplicação é que por meio dela o medicamento chega diretamente na cavidade intraocular, atuando com maior eficácia na área comprometida.


Outras vantagens que podemos citar:

  • O paciente vai para casa no mesmo dia em que é feito o procedimento, sem a necessidade de internação;
  • A recuperação é rápida e pouco incômoda;
  • Pode ser realizada diversas vezes em um mesmo paciente, sem consequências negativas;
  • É rara a ocorrência de complicações
  • A aplicação intravítrea de antiangiogênico gera resultados eficazes e seguros e vem sendo essencial no combate à cegueira. Lembre-se que esse é um procedimento que só pode ser indicado e realizado por um retinólogo. Por isso, faça exames de rotina e, no caso de qualquer alteração da visão, consulte um oftalmologista.

Quer saber mais sobre a APLICAÇÃO INTRAVÍTREA DE ANTI-ANGIOGÊNICO?
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